FÁBRICAS DE CULTURA

Os Círculos de Leitura reiniciaram a parceria com as Fábricas de Cultura do Itaim Paulista e Vila Curuçá. Assim como as Fábricas, os Círculos compartilham o propósito de tornar o acesso à arte e à cultura democrático, aproximando a leitura de quem vive nas periferias de São Paulo, onde fica a maior parte das escolas com as quais trabalhamos no estado.

Nos relatos dos jovens, é possível perceber o entusiasmo em levar colegas da escola, conhecer novas pessoas e descobrir um mundo além dos muros escolares. Estar nas Fábricas é criar oportunidades de bons encontros, não com pessoas distantes, mas com aquelas que estudam juntas e não se falam, que moram na mesma rua ou bairro e nunca se viram.

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Ocupamos as bibliotecas com nossos grupos de leitores. Lemos em voz alta Conceição Evaristo, Liev Tolstói, Rainer Maria Rilke e tantos outros autores; discutimos, sentimos e até brincamos. Os leitores solitários, os estudantes das oficinas que a Fábrica oferece, que vão de curso de informática até as artes circenses e claro, as pessoas que apenas vieram dar uma olhada num espaço tão diferente.

Todos acabam nos encontrando na biblioteca em grupo lendo, às vezes se interessam e, aos poucos, vão se aconchegando, várias idades e jeitos, puxam um livro para ler conosco. Assim, a roda vai crescendo, cada vez mais diversa, ocupando e criando vida em um novo espaço.

Fica o convite:

"Todo mundo falou, compartilhou o que sentiu. Lemos aquele texto muito interessante que se chama "Se alguém vai mudar o mundo, são as crianças", falando sobre o medo de questionar, sobre se apegar à verdades absolutas, conversamos sobre ter alguém para culpar. E foi muito interessante, porque tinha mais uma outra mulher lá que nunca tínhamos visto antes e, pelo que entendi, ela conheceu o projeto de círculos de leitura pela internet, mas não conseguia ir até Higienópolis [...] Então, esses círculos com a Fábrica de Leitura começaram com o pé direito"
- Maele Correia

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