O Instituto Fernand Braudel de Economia Mundial, a Livraria Cultura e a Topbooks convidam para o lançamento do livro Gasto Público Eficiente - 91 propostas para o desenvolvimento do Brasil, composto por palestra e sessão de autógrafos com Rubens Ricupero, Marcos Mendes, Alexandre Rocha, Amir Khair e Raul Velloso.
O Braudel Papers "A democratização do consumo", sobre a evolução dos padrões de vida na periferia da Grande São Paulo, revela o número crescente de empreendedores que vivem e se desenvolvem nessas regiões. Eles vêm ocupando importância crescente tanto na economia local quanto nas estratégias de distribuição e nas maneiras de fazer negócio das grandes companhias interessadas em ampliar suas vendas. Esse seminário apresentará empresários que representam esse processo, identificados durante nossa pesquisa que entrevistou 1092 famílias em quatro bairros da periferia da Grande São Paulo.
A preocupação surge da explosão recente dos gastos públicos, sobretudo em despesas que se perpetuarão por muitos anos, ameaçando jogar o Brasil num novo quadro de estancamento econômico e inflação crônica. Nesse seminário foi debatido como contornar as incertezas da estabilidade econômica que podem comprometer tudo o que já foi feito para reduzir as taxas de juros e para voltar a crescer. Os seguidos esforços para gerar superávits fiscais primários de mais de 4% do PIB podem não trazer nenhum benefício se esses perigos não forem confrontados com decisões construída debaixo de um sólido consenso político. Para esse debate, o Instituto Fernand Braudel convidou os ilustres membros: Senador Eduardo Suplicy (PT/SP), Raul Velloso, especialista em finanças pública, e Marcos Mendes, economista do Senado e estudioso das finanças públicas e organizador do livro "Gasto Público Eficiente".
Após a queda da URSS, com a qual manteve fortes relações econômicas, a Finlândia passou por uma grave crise macroeconômica. Foi formado um instituto no parlamento finlandês, o SITRA, com o intuito de formular um consenso nacional estratégico, cujo sucesso levou o país de uma economia baseada nos recursos naturais para uma das economias do conhecimento mais competitivas do mundo. Em seu seminário, proferido pelo Professor Jorma Routti, da Universidade de Tecnologia de Helsinque, diretor do Creative Industries Management (CIM) e ex-presidente do SITRA, com Peter Knight e Jan Jarne como debatedores, o Instituto buscou extrair das experiências da Finlândia medidas que o Brasil poderia adotar.
Após retornar de uma missão de três meses no Iraque, destacado na região de Tikrit onde Saddam Hussein nasceu e foi capturado, Rick Waddell, Coronel da Reserva do Exército dos EUA e vice-presidente da British Gás para América Latina, explicou a situação política e militar na zona rebelde sunita. Doutor em relações internacionais (Columbia University), Waddell é membro do Conselho Diretor do Instituto Braudel. Foi Rhodes Scholar na Oxford University com estudos sobre história da diplomacia e é professor da Academia Militar de West Point. Como debatedor, esteve presente Antônio Carlos Pereira, editorialista do jornal O Estado de S. Paulo, escritor e conferencista sobre assuntos estratégicos e defesa.
Neste seminário discutimos se Hugo Chávez é a cara do novo velho-populismo latino americano. Também analisamos pontos como: a consistência e conseqüências diretas das iniciativas de Chávez; como a polarização política afeta a estrutura do país; quais são as perspectivas de permanência no poder; quais os efeitos na Venezuela de uma baixa nas rendas do petróleo. Também tratamos das repercussões internacionais do governo Chávez e dos interesses brasileiros em colaborar com seu governo. Para discorrer sobre esses assuntos, compuseram a mesa Norman Gall, diretor executivo do Instituto Fernand Braudel, pesquisador veterano da economia e política na América Latina, e Marcel Granier, Presidente da RCTV (Venezuela), presidente do capítulo venezuelano do Conselho de Empresários da América Latina (CEAL).