Lei de Fechamento dos Bares

Em Diadema funcionavam cerca 4.000 bares (só 1.200 deles legalizados). A partir da experiência de Bogotá, onde um controle do horário de fechamento dos bares ajudou a reduzir os homicídios, o Instituto recomendou que Diadema adotasse medida similar para incrementar ainda mais as quedas significativas dos assassinatos desde seu recorde em 1999. Em março de 2002 a Câmara de Vereadores de Diadema aprovou a lei limitando o horário de fechamento de bares de Diadema para as 23 horas, proposta pela vereadora Maridite Oliveira. Após muitos debates públicos, a lei passou a ser fiscalizada em julho através de rigorosas inspeções de equipes conjuntas da Prefeitura, Polícia Civil e Militar e Guarda Municipal. Em agosto, primeiro mês sob a nova lei, registrou-se 8 homicídios contra 18 no mesmo mês do ano anterior e 28 em agosto de 1999. A Casa Beth Lobo, que atende mulheres vítimas de violência doméstica, reportou uma dramática redução na procura de suas ações.

O impacto repercutiu fortemente na grande imprensa, junto as lideranças políticas, organizações não governamentais e cidadãos comuns. No entanto, como tal lei tem se tornado panacéia como solução simples para o complexo problema da violência, em 2006 o Instituto decidiu fazer uma avaliação mais rigorosa do real impacto da lei para a contenção do crime, cotejando a experiência de Diadema com a de outros municípios de São Paulo e com outras importantes iniciativas e ações públicas de redução de crime. O relatório parcial desta pesquisa já está disponível.